Pêndulos Acoplados.
MECÂNICA
Caixa de fósforos e chaves.
Objetivo Uma demonstração surpreendente da aceleração rotacional e do atrito exponencial de um cabo enrolado.
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Descrição
Use um barbante de 1 metro ou mais de comprimento e amarre, em uma ponta, um molho de chaves e, na outra ponta, uma caixa de fósforos de papel. Estenda o barbante passando sobre um lápis que serve de polia. Com uma mão você segura a caixa de fósforos e, com a outra, segura o lápis. As chaves ficam penduradas bem perto do lápis e os fósforos um pouco abaixo do nível do lápis, com o barbante esticado quase horizontalmente.
Quando você soltar a caixa de fósforos, o que acontece? Será que o molho de chaves atinge o solo? |  |
Análise Tente a experiência pois o resultado é surpreendente: as chaves não atingem o solo. Duas propriedades físicas, pelo menos, estão envolvidas nesse resultado. Quando o barbante vai encurtando a velocidade rotacional da ponta com os fósforos aumenta rapidamente, como uma bailarina que gira e fecha os braços, diminuindo o momento de inércia I. Para conservar o momento angular L = I w, a velocidade angular w aumenta. O barbante gira em torno do lápis e se enrola nele várias vezes. Entra em ação o segundo efeito: o atrito entre o barbante e o lápis cresce exponencialmente com o número de voltas.
Esse efeito explica porque é fácil prender um objeto pesado, como um barco, por exemplo, apenas amarrando-o com uma corda em um mastro.
O matemático Leonard Euler (pronuncia-se "Óiler") achou uma fórmula para esse efeito: F = f ekx, onde F é a força do lado pesado e f é a força necessária para equilibrar F. k é o coeficiente de atrito entre o mastro e a corda e e = 2,728... é a base dos logaritmos naturais. x é o ângulo de enrolamento, cada volta correspondendo a 2 .
Por exemplo, se o coeficiente de atrito for 1/3 e a corda der 3 voltas, qual é a força necessária para segurar um puxão de 5 toneladas?
O ângulo x é: x = 3x2 = 6 . Logo, k x = 2
Usando a fórmula de Euler, obtemos:
5000 = f x 2,728 2 x 3,1416
Use logaritmos para achar: f = 9,3 kgf.
Se o atrito for um pouco maior e o número de voltas for 5 ou mais, não é nem necessário segurar a outra ponta pois a força f fica minúscula. |
Material usado Um molho de chaves.
Uma caixa de fósforos de papel.
Um lápis.
Um pedaço de barbante de 1 metro ou mais.
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Dicas A experiência é simples mas o resultado é surpreendente e a física é sofisticada. Elabore um pouco mais o estudo do atrito exponencial e explore o uso do princípio da conservação do momento angular.
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Objetivo Ilustrar os fenômenos de ressonância e batimento com um sistema simples de pêndulos acoplados.
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Descrição
Apesar de simples, essa experiência é agradável de ver e ilustra importantes conceitos físicos.
Estenda um fio grosso ou um cordão forte entre dois pontos fixos. O comprimento do fio não é um fator importante; pode ser 1 metro, mais ou menos. Os pêndulos são feitos de qualquer objeto conveniente disponível. Podem ser, por exemplo, feitos de latas de leite em pó ou condensado, cheias de areia. Os fios que suspendem as latas devem ser exatamente do mesmo comprimento. |  |
| Para manter o espaçamento entre os pêndulos, que deve ser de uns 50 centímetros, use pequenos grampos ou presilhas "mordendo" o fio de suspensão. |  |
| Tire um dos pêndulos da posição vertical afastando um pouco a lata. Deixe esse pêndulo oscilar e observe o que acontece. O outro pêndulo começa, também, a oscilar por vontade própria. A partir daí, observe a alternância entre as oscilações dos pêndulos. Quando um está parado, o outro está oscilando com amplitude máxima e vice-versa. |
Análise O que observamos nessa experiência é uma manifestação do fenômeno de ressonância. O número de vezes que um pêndulo balança, por unidade de tempo, é a freqüência da oscilação. O valor da freqüência de um pêndulo depende, exclusivamente, do comprimento de seu fio. Um fio de uns 25 centímetros deve dar uma freqüência de 1 balanço completo por segundo, mais ou menos. Fios mais longos dão freqüências menores e fios mais curtos, freqüências maiores. Na verdade, a freqüência natural de um pêndulo é dada pela fórmula:
onde L é o comprimento do fio e g é a aceleração da gravidade (g = 9,8 m/s2).
Como exercício, calcule o comprimento teoricamente exato do fio de um pêndulo com freqüência de 1 oscilação completa por segundo.
No nosso caso, temos dois pêndulos acoplados, isto é, ligados por um fio que permite troca de energia entre eles. Como têm a mesma freqüência natural, já que têm o mesmo comprimento, essa troca de energia é eficiente e toda a energia de um passa para o outro que, depois, devolve para o primeiro. Dizemos, então, que eles estão em ressonância.
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Um conjunto como esse, de dois pêndulos acoplados, tem duas formas naturais de oscilação, chamadas de modos normais de vibração.
Em um deles, os dois pêndulos têm a mesma fase. Nesse modo, os fios dos dois pêndulos estão sempre paralelos entre si. Você "excita" esse modo de vibração afastando as latas um pouco, para o mesmo lado e da mesma distância, e soltando-as no mesmo instante. Vamos chamar esse modo de modo 1 e sua freqüência de f1.
No outro modo normal os pêndulos estão fora de fase: quando um está de um lado o outro está no lado oposto. Chamaremos esse modo de modo 2, e sua freqüência de f2. |  |
Pois bem, medindo essas duas freqüências com um cronômetro você pode prever qual será a freqüência com a qual as vibrações passam de um pêndulo para o outro, no caso da ressonância descrita acima. Isto é, você pode saber quantas vezes por unidade de tempo a vibração passa de um pêndulo para o outro. Essa freqüência f, que é chamada de freqüência de batimento, é, simplesmente: f = f1 - f2. Faça a experiência e comprove essa previsão.
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Material usado Um fio grosso de 1 metro de comprimento, mais ou menos.
Duas latas de leite em pó ou condensado, cheias de areia.
Barbantes para pendurar as latas.
Grampos ou presilhas para fixar a distância entre os pêndulos.
Um cronômetro ou relógio digital para medir as freqüências.
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Dicas Leia nossa seção especial sobre RESSONÂNCIA e tire mais idéias para incrementar sua apresentação. Faça uma busca em nossa páginas.
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MECÂNICA Um golpe de vara.
MECÂNICA
Um cone duplo anti-gravitacional.
Objetivo Mostrar um objeto que se desloca, aparentemente, contra a gravidade.
Descrição |
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A figura acima mostra a montagem dessa experiência. O objeto que está sobre a rampa é feito com dois funís idênticos, colados um ao outro pela borda larga. A rampa é feita com dois bastões cilíndricos servindo de trilhos. Na parte mais alta a separação entre os trilhos é maior que na parte inferior.
Colocando o funil duplo sobre a rampa ele parece subir, contrariando a gravidade. |
Análise Levantar um objeto significa alçar seu centro de gravidade para uma posição mais alta. Nessa experiência, enquanto o funil duplo parece subir a rampa, seu centro de gravidade desce.
A figura ao lado explica essa aparente contradição. Ao fazer a experiência observe cuidadosamente o que acontece com a linha horizontal que passa pelo centro de gravidade do cone duplo (seu eixo de simetria).
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Material usado Dois funís de mesmo tamanho colados pelas bordas.
Dois bastões cilíndricos de madeira, plástico ou metal.
Apoios para os bastões.
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Dicas Junte essa experiência com outras sobre centro de gravidade que temos nessas sugestões.
Para que sua apresentação seja realmente um projeto de ciência enfrente o seguinte desafio: demonstre que o cone parece subir a ladeira quando
sen( ) < tg( /2) tg( /2), onde:
é o ângulo do cone, é o ângulo entre os trilhos e é o ângulo entre o plano dos trilhos e o plano horizontal. Escreva essa demonstração com pincel atômico em um cartaz e exponha em seu estande na Feira.
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MECÂNICA
Objetivo Ilustrar o conceito de ressonância e desmistificar alguns charlatães esotéricos.
Descrição Pêndulos de diferentes comprimentos pendurados de uma mesma haste podem ser "excitados" em fortes oscilações sem nenhuma causa aparente. Os pêndulos podem ser latas de refrigerante penduradas por cordões em uma haste de madeira (um cabo de vassoura, por exemplo). Os comprimentos dos cordões são em torno de 15 a 20 cm, ou outros valores que você escolhe por tentativa. As latas devem conter água até cerca da metade de sua capacidade.
Com um pouco de prática você conseguirá balançar fortemente qualquer um dos dois pêndulos, com o outro parado, sem que os observadores notem qualquer movimento em suas mãos e na haste. O pêndulo parece oscilar por vontade própria. Além disso, você pode alternar as oscilações entre um pêndulo e o outro.
Robert Ehrlich, em seu livro "Why Toast Lands Jelly-side Down", que recomendamos, sugere que a melhor posição para esse truque é sentado, com os cotovelos apoiados nos joelhos, enquanto segura a haste com as mãos.
Análise O fenômeno físico ilustrado nessa experiência chama-se ressonância. Uma pequena e imperceptível oscilação dada à haste por suas mãos pode provocar fortes oscilações em um dos pêndulos. Cada um deles tem uma freqüência própria de oscilação. Quando a freqüência de oscilação da haste coincide com a freqüência preferida por um dos pêndulos, este pêndulo começa a balançar com amplitudes crescentes. Mudando, imperceptivelmente, a freqüência do movimento das mãos, pode-se parar esse pêndulo e balançar o outro.
Depois de mistificar sua platéia durante um bom tempo você deve revelar o segredo e explicar como é feito o truque. Você é um cientista e não um charlatão. Então você diz o que é ressonância, fala de sintonia de um aparelho de rádio, da ponte que caiu, enfim, dá o seu recado de cientista.
Material usado Uma haste de madeira que pode ser um cabo de vassoura.
Latas de refrigerante e cordões.
Dicas Para fazer um dos pêndulos oscilar observe sua freqüência natural e imprima pequenos toques com a mão usando essa freqüência. Esse toque deve ser leve e sutil, possivelmente uma pequena pressão dos polegares sobre a haste. Pratique bastante, variando os comprimentos dos cordões, até conseguir total controle do truque. A água nas latinhas ajuda a dar sensibilidade às suas mãos ao procurarem a freqüência de ressonância de um dos pêndulos. Na verdade, você pode usar até mais de dois pêndulos, se conseguir bastante destreza nessa demonstração.
Um resultado excelente dessa experiência é mostrar ao público como alguns efeitos estranhos e aparentemente sobrenaturais têm explicações físicas simples. Aproveite para desmistificar essas histórias de percepção extra-sensorial, telecinesia, poder do pensamento e outros besteiróis do gênero. Aliás, esse pode ser o tema central de sua apresentação.
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Pêndulos mágicos
Objetivo Uma espetacular demonstração da inércia e da elasticidade dos sólidos.
Descrição |
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| Observe a figura acima. A vara de madeira longa e fina que está prestes a levar um golpe tem uma agulha espetada em cada ponta. Essas agulhas estão apoiadas sobre as bordas de duas taças de vidro. O cidadão dá uma bordoada no centro da vara com um bastão pesado. A vara quebra no meio e as taças ficam ilesas. |
Análise O golpe do bastão inicialmente deforma a vara fazendo com que seu centro se abaixe e suas pontas se levantem, perdendo o contato com as bordas das taças. A inércia faz a vara, que era reta, ficar curvada como um arco. Se a pancada for suficientemente forte, a vara se parte no meio antes que o impacto chegue às taças..
Vale a pena usar essa experiência para ilustrar os conceitos de inércia e as propriedades elásticas dos sólidos.
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Material usado Uma vara longa e fina de madeira não muito dura.
Duas taças de vidro.
Apoios para as taças.
Um bastão pesado de madeira, plástico ou metal.
Alfinetes ou agulhas.
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Dicas Antes de fazer essa experiência com taças de vidro pratique com copos de papel.
A taça terá mais equilíbrio se sua borda tiver diâmetro menor que o diâmetro da base. Procure conseguir uma taça que vá afinando da barriga até à borda.
Só a ponta da agulha deve ficar em contato com a borda da taça.
Junte essa experiência com outras sobre inércia e impacto que descrevemos em outras sugestões.
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